terça-feira, 16 de junho de 2026

Hiato

Acho que tem sido o maior período de tempo, nos últimos anos, sem que eu escreva, ou sinta vontade de escrever, ou tenha me sentido inspirado. Mas não acho ruim e até sei o motivo. Inclusive, neste ano meu blog chega a "maioridade". 18 anos escrevendo.

Eu não posso reclamar de nada - reclamo de quase tudo quase todo dia. Mas é por que o que depende de mim, quase tudo funciona, o que me estressa costuma vir de fora, na maioria das vezes. Óbvio que tenho minhas questões internas também.

Por falar em questões, ultimamente só o dinheiro tem sido realmente um problema, e talvez por isso eu esteja ok com tudo. Cabeça no lugar. E eu sei que isso pode mudar a qualquer momento. Quando estamos bem, não estamos imunes de não ficar bem, de regredir.

Atualmente é um dos meus medos: regressão.

Mas, tá! Vamo indo...

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Abril resolveu fechar

 Abril se encerrou como um dos meses com mais desafios dos últimos tempos. Eu tive 12 meses seguidos de fartura e poucas preocupações, mas então a vida deu notícias e eu precisei lidar com muitas, muitas informações desagradáveis.

Estranhamente eu acabei não vindo escrever antes, mas aqui estou, e sem muito o que dizer. Não por que estou triste ou estava desanimado (por que já passou), mas acho que por que estava muito difícil lidar com tudo de uma vez, ainda está um pouco, então escrever não foi uma opção.

Só não deixei de vir, pra manter meu compromisso comigo e mesmo e dizer, também a mim mesmo, que, além de saber que tudo vai melhorar, também não há muito o que eu possa fazer além da minha parte e é isso.

Eu estava frustrado e ressentido porque ninguém vai me salvar, mas isso, convenhamos, é ridículo. Então, vida que segue e vou fazendo o que posso um dia após o outro. Que maio, junho, julho... abram tudo que abril fechou.

domingo, 29 de março de 2026

As manhãs de outono ainda são uma delícia

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

35 é um número qualquer

35 é um número qualquer, não é tão atraente como 20 ou impactante como 60, mas, em anos, representa uma importante parcela da minha vida que pode ser considerada, inclusive, metade.

O lado bom é que não devemos definir nossa vida em tempo, mas em momentos. Então me recuso a dizer que já vivi metade de algo. Eu vivi inteiro, sempre que pude.

Só nos últimos cinco anos, por exemplo, eu sinto que vivi muito mais de uma década em experiências. É como eu sinto. E isso conta.

Então, espero do fundo do meu coração, enquanto ele suportar, que eu possa continuar vivendo muito no pouco que nos é dado (falo de tempo e recurso).

Eu acho que sou incapaz de ser diferente. Não sei se é o medo ou a consciência, só sei que ser assim me traz problemas, mas também soluções.

Talvez essa seja a felicitação mais sem graça que eu poderia me dar, mas tem um valor nisso: simplesmente sei que o que estou sentindo é passageiro, seja gostoso ou desconfortável, vai passar! 

E comemorar minha 35ª volta ao sol, afinal, não significa nada.

Ao menos é a forma como eu aprendi a lidar, para não sofrer com a falta.

Novamente, pode parecer indiferença, mas definitivamente não é... a pouca comemoração no dia de hoje, tem um peso imensurável de emoção e sentimento.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O primeiro de 2026, não tão otimista

Apesar de eu não ter motivos pra reclamar e ter razões para comemorar e agradecer, eu também estou com pretextos para me sentir triste e angustiado. Não era assim que queria que fosse o primeiro texto do ano, mas cá estamos outra vez desovando emoções.

Importante começar escrevendo que eu já sei da importância de momentos como estes. Ainda assim, não é confortável e provavelmente nunca será.

Rodeado de dúvidas, incertezas e inseguranças, me sinto incapaz de identificar se sou valorizado como deveria, se ajo como precisaria e se tomo as decisões corretas.

É muito difícil colocar as coisas na balança, pois eu tenho meus pesos e medidas e o universo fora de mim tem outros. O pior é que são tão voláteis quanto o tempo.

Talvez eu precise, agora, ser ainda mais paciente. Preciso também ter menos medo e me importar menos com minhas previsões.

Pra falar a verdade eu mal consigo escrever o que estou sentindo. Está tudo meio confuso. Talvez seja o inferno astral já agindo.

Mas hoje eu vou me dar ao direito de apenas deixar fluir.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Balanço 2025, da vida até aqui

Ainda faltam alguns dias para o fim do ano, mas eu posso dizer, eu posso admitir: eu estou satisfeito. Não acomodado, mas certamente satisfeito. Eu tenho família , amigos e um namorado que amo, a família que dá um suporte e está presente, amigos para combinar as saídas e viagens as quais sonhei por tanto tempo, e igualmente um namorado para me acompanhar e compartilhar a felicidades comigo.

Passei dias difíceis aqui dentro da cabeça, o medo do trágico era constante. Afinal, como eu não vou ter medo de perder tudo isso que eu tô tendo? Essas pessoas incríveis, essas experiências, essa, de certa forma, calmaria, paz, plenitude, é óbvio que eu não quero perder.

Mas nos últimos dias acho que consegui me aquietar e entender, que tudo bem, tudo bem tudo. Tudo bem ter medo, tudo bem o desequilíbrio, tudo bem o desespero, mas, poxa, aproveita também, né? Se tá tudo bem, de que adianta tanta preocupação que vai acabar? Vai viver o momento.

Uma das coisas que eu mais devo ter repetido pra mim mesmo durante a vida foi coisas como carpe diem, aproveite o dia, aproveite o momento etc. Como é difícil. Mas talvez eu esteja conseguindo por esses dias. Não é algo como um troféu que você consegue e está garantido, as vezes dá, as vezes não dá.

Conquista diária, luta constante.

Mas, hoje me arrisquei e vim dizer que sim, o balanço de 2025 e da vida, até aqui, foi extremamente positivo, e eu posso relaxar e dizer que eu estou satisfeito e não há motivos para reclamar quando se trata de como o universo, o meu mundo, daqui de dentro do meu ser para fora, está sendo.

Tanta coisa ainda me incomoda, tanta coisa me faz sofrer, temer, pesar. Mas o balanço é pra isso, analisar. É tudo tão rápido e curto, e nesse mero instante, seja esse minuto que escrevo, seja a vida que terei, parece que eu sou realmente privilegiado, não importa quem tem mais, quem tem menos, mas por eu não querer ter mais, e agradecer por não ter menos, eu sei que tô no caminho que aceitei ter a vida que tenho.

Pelo menos agora, tô feliz com isso.