Quando disseram que é mais fácil terminar um relacionamento do que tentar "consertá-lo", mentiram pra nós. Quando se trata da quebra de confiança de uma relação entre duas pessoas, por exemplo, nada dali pra frente é fácil. Não é justo medir o que dói menos, o que é mais difícil fazer.
É preciso ter coragem para acabar ou aceitar que as coisas chegam ao fim, por mais doloroso que seja. Ninguém é obrigado a conviver com dúvidas e incerto sobre o outro. Essa história de que é preciso consertar, talvez seja outro erro.
Ainda temos enraizado a história de que precisamos encontrar alguém que nos sirva para toda a vida. Mas a cada ano que se passa, eu preciso refutar isso. Não parece palpável que seja possível, pelo menos para mim, manter me fiel a uma pessoa pelo resto dos meus dias.
É tão doloroso quanto revoltante admitir isso pra mim, mas não tenho provas para combater o que digo. Pelo menos pelo que vivi dentro de mim. Cada ser humano é único, e se há quem possa se manter leal a uma pessoa, ótimo, espero que estes existam.
Eu estou novamente devastado e, dentro de mim, só tem existido um vazio doído. Não é fácil voltar a bater de frente com a realidade. Principalmente quando vários meses seguidos de amor, paixão e felicidade bruta me cercavam.
Porém, e preciso lembrar, também, que somos por nós, sempre. Estamos conosco e nunca nos deixaremos, não podemos. É preciso também, saber ser feliz sozinho, ser leal, fiel e fazer de tudo por si mesmo é fundamental.
Não há necessidade de se fazer sofrer de forma que não se viva. A dor, o sofrimento, a raiva, a tristeza, isso tudo existe e é real, mas isso não pode fazer com que surja uma nuvem a frente dos nossos dias que estão por vir.
Os sonhos continuarão como meta, vão se realizar. A felicidade vai aparecer de novo, ela não é contínua, são fases, só precisam ser frequentes. É preciso descansar e refletir.
domingo, 26 de abril de 2020
domingo, 1 de março de 2020
Fim de domingo
A nostalgia bate, pois os fins de domingos que me vem a cabeça, na maioria das vezes, são os que colecionei com a família na infância. Seja os domingos em que chegávamos de um acampamento incrível regado a banhos de rio, música sertaneja ou MPB, muito mato e quase 0 de contato com tecnologia e coisas do tipo, seja domingos em que ficávamos em casa juntos fazendo nada além de ver TV depois de ter almoçado em um restaurante da pequena cidade que morei no interior do Mato Grosso.
É um sentimento especial esse de fim de domingo, que guardo num lugar bem fundo no peito, e que pretendo repetir da melhor forma possível quando eu tiver minha família. Até por que, acho que isso pode ter me feito alguém um pouco melhor. É engraçado. Tô com muita saudade disso tudo hoje. Até de quando as vídeo cacetadas do Domingão do Faustão tinham mesmo graça e a única coisa que eu precisava fazer dali em diante era dormir pra ir pra escola.
Carpe Domingo
É um sentimento especial esse de fim de domingo, que guardo num lugar bem fundo no peito, e que pretendo repetir da melhor forma possível quando eu tiver minha família. Até por que, acho que isso pode ter me feito alguém um pouco melhor. É engraçado. Tô com muita saudade disso tudo hoje. Até de quando as vídeo cacetadas do Domingão do Faustão tinham mesmo graça e a única coisa que eu precisava fazer dali em diante era dormir pra ir pra escola.
Carpe Domingo
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Relacionar-se
Relacionamentos existem entre todo e qualquer grupo de pessoas que por si só já trocam algumas palavras, de cumprimentos a casamento, de xingamentos a violência física. É imutável que você irá se relacionar com pessoas dessa ou de qualquer outra forma se você vive em ambientes onde elas existam.
Pois bem, dada a introdução gostaria, agora, de segmentar o texto para o termo que envolve relacionamentos afetivos/sexuais, as consideradas ficadas, namoros, casamentos de todos os tipos, fechados, abertos, semiabertos e, principalmente, os definidos por acordos também.
Queria escrever sobre isso, primeiro, por que por si só escrever já é terapêutico para mim e, em segundo, por que quero dividir meu pensamento com pessoas que pensam sobre o assunto e pessoas que até já me atacaram pelo modo como penso.
Vá lá, o que eu penso é que, cada um, ou no caso, cada casal, deve fazer o que bem entende. Por Deus, eu sou gay e já tenho que defender que eu faço o que quero, que é me relacionar com pessoas do meu sexo. PORÉM, a minha ideia de defender que cada pessoa/casal deve fazer o que bem entende para exatamente no mesmo lugar onde acaba o respeito.
É triste, muito triste, ver e ter prova da hipocrisia de alguns gays em defender o relacionamento aberto e fugir do acordo com seu parceiro... Vocês percebem que em nenhum momento eu estou criticando o relacionamento aberto? Não tem nada mais lindo do que a liberdade.
Cara, eu já me relacionei com um casal, que só ficavam com um terceiro caso os dois estavam juntos, ou seja, ménage, grupal, etc, contanto que os dois estivessem juntos, mas depois, um dos dois ia me procurar, fugindo do acordo daquele relacionamento.
Outra coisa é a falta de respeito de casais de relacionamento abertos que acham que todos os casais do mundo devem ser abertos e insistem no flerte com casais de relacionamento fechado e, pior, flertando, às vezes, com apenas um dos dois, sem ao menos perguntar se há interesse ou se existe a possibilidade.
Enfim, é impossível impedir que essas relações ocorram, pois, como eu disse, relacionamento é algo que começa ali do simples "oi". Mas eu queria suplicar, para quem lê, que não seja essa pessoa do "tá tudo liberado"... Afinal, o que pode ser comum pra você, pode ser muito doloroso para seu próximo. Parece que o óbvio precisa ser dito e tatuado: é preciso que haja respeito!
Pois bem, dada a introdução gostaria, agora, de segmentar o texto para o termo que envolve relacionamentos afetivos/sexuais, as consideradas ficadas, namoros, casamentos de todos os tipos, fechados, abertos, semiabertos e, principalmente, os definidos por acordos também.
Queria escrever sobre isso, primeiro, por que por si só escrever já é terapêutico para mim e, em segundo, por que quero dividir meu pensamento com pessoas que pensam sobre o assunto e pessoas que até já me atacaram pelo modo como penso.
Vá lá, o que eu penso é que, cada um, ou no caso, cada casal, deve fazer o que bem entende. Por Deus, eu sou gay e já tenho que defender que eu faço o que quero, que é me relacionar com pessoas do meu sexo. PORÉM, a minha ideia de defender que cada pessoa/casal deve fazer o que bem entende para exatamente no mesmo lugar onde acaba o respeito.
É triste, muito triste, ver e ter prova da hipocrisia de alguns gays em defender o relacionamento aberto e fugir do acordo com seu parceiro... Vocês percebem que em nenhum momento eu estou criticando o relacionamento aberto? Não tem nada mais lindo do que a liberdade.
Cara, eu já me relacionei com um casal, que só ficavam com um terceiro caso os dois estavam juntos, ou seja, ménage, grupal, etc, contanto que os dois estivessem juntos, mas depois, um dos dois ia me procurar, fugindo do acordo daquele relacionamento.
Outra coisa é a falta de respeito de casais de relacionamento abertos que acham que todos os casais do mundo devem ser abertos e insistem no flerte com casais de relacionamento fechado e, pior, flertando, às vezes, com apenas um dos dois, sem ao menos perguntar se há interesse ou se existe a possibilidade.
Enfim, é impossível impedir que essas relações ocorram, pois, como eu disse, relacionamento é algo que começa ali do simples "oi". Mas eu queria suplicar, para quem lê, que não seja essa pessoa do "tá tudo liberado"... Afinal, o que pode ser comum pra você, pode ser muito doloroso para seu próximo. Parece que o óbvio precisa ser dito e tatuado: é preciso que haja respeito!
terça-feira, 7 de janeiro de 2020
Sou extremamente substituível
Começamos o ano assim, com um título que aparentemente parece pessimista. Mas engana-se quem acha que ser substituível é algo ruim. Primeiro de tudo, é preciso aceitar isso, queira você ou não, sabendo ou não o por quê, pois isso é um fato.
Agora, eu tenho o meu por quê construído sob essa realidade: nós, que somos, sabemos ser e estamos bem em ser substituíveis, temos vidas incríveis. Nós fazemos o que queremos, nós temos experiências inesquecíveis conquistadas com o que réguas não podem medir, com o que calculadoras não podem somar, e com o que dinheiro não pode comprar.
Sabe do que eu estou falando? De ter noção da realidade em que vivemos. Eu posso ter falado sobre "nós" os substituíveis, mas dou certeza por mim quando digo que eu sei das minha limitações atuais, mas sei que elas não me impedem de ser quem sou e quem venho construindo ser.
Digo mais, nos últimos meses, quando pude resgatar a aceitação de ser substituível, parece que consegui sonhar novamente, planejar, criar, fazer tudo melhor, inclusive tentar ser um ser mais gentil, principalmente comigo mesmo.
Porém, tem um detalhe em ser substituível. Podemos sê-lo na vida profissional, amorosa, na roda de amigos, até na família, por incrível que pareça, e tem gente que sabe do que falo. Mas jamais, em hipótese alguma, seremos substituíveis para nós mesmos, e é por isso que aceitar esse fato, externamente à fora, é tão importante.
Só se vive uma vez, independente de quantas vidas teremos, ou da eternidade da alma, somos um. Dentro de si há um de você, ele nasceu e precisa viver, por isso, deixe-se ser substituível vida a fora, pois você substituirá, também, muitos lugares de outros que precisaram partir.
Carpe Diem e feliz 2020
Agora, eu tenho o meu por quê construído sob essa realidade: nós, que somos, sabemos ser e estamos bem em ser substituíveis, temos vidas incríveis. Nós fazemos o que queremos, nós temos experiências inesquecíveis conquistadas com o que réguas não podem medir, com o que calculadoras não podem somar, e com o que dinheiro não pode comprar.
Sabe do que eu estou falando? De ter noção da realidade em que vivemos. Eu posso ter falado sobre "nós" os substituíveis, mas dou certeza por mim quando digo que eu sei das minha limitações atuais, mas sei que elas não me impedem de ser quem sou e quem venho construindo ser.
Digo mais, nos últimos meses, quando pude resgatar a aceitação de ser substituível, parece que consegui sonhar novamente, planejar, criar, fazer tudo melhor, inclusive tentar ser um ser mais gentil, principalmente comigo mesmo.
Porém, tem um detalhe em ser substituível. Podemos sê-lo na vida profissional, amorosa, na roda de amigos, até na família, por incrível que pareça, e tem gente que sabe do que falo. Mas jamais, em hipótese alguma, seremos substituíveis para nós mesmos, e é por isso que aceitar esse fato, externamente à fora, é tão importante.
Só se vive uma vez, independente de quantas vidas teremos, ou da eternidade da alma, somos um. Dentro de si há um de você, ele nasceu e precisa viver, por isso, deixe-se ser substituível vida a fora, pois você substituirá, também, muitos lugares de outros que precisaram partir.
Carpe Diem e feliz 2020
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Por mais que seja doloroso
Eu sempre tive a premissa de que, se algo está me fazendo mal, o ideal é cortar pela raiz imediatamente, sem dar tempo para que se instaure... e parece que faltando poucos meses para completar minha terceira década de vida, há uma certa reviravolta nessa questão de coisas que não me fazem sentir bem.
Eu estou falando, especificamente, da minha relação com outra pessoa, alguém da qual eu desejo passar o resto da minha vida e experimentar o verdadeiro amor, que acaba trazendo, como consequência, dentre todas as coisas mais belas da vida e os sentimentos mais ternos, dores indesejáveis por experiências mal sucedidas.
Confiança. Essa é uma das palavras, por exemplo, que mais me trouxe transtornos internos. Como confiar em alguém se não sou capaz de confiar em mim mesmo? É melhor ser sincero de início, por que a resposta já está respondida pela metade: Não posso medir alguém pela minha régua, mas minha cabeça não respeita essa resposta, ela quer acreditar que, se eu fui capaz de trair, qualquer um não só é capaz, como vai trair.
Posteriormente à confiança, entramos na questão do controle, o qual definitivamente não temos, sabemos e, mais uma vez, o psicológico não aceita que não podemos estar no comando sobre outros, e precisamos aceitar isso. Cada um deve fazer e, as vezes, faz o que deseja, e muitos desejos serão incontroláveis ou fortes demais, indo contra o que encontramos quando amamos. Nós sabemos muito bem disso.
Pois bem, por estas afirmações, venho escrevendo isso na esperança de treinar minha cabeça sobre esse "mal", o medo de ser traído, deixado de lado ou abandonado. Eu preciso entender que manter livre quem se ama é mais do que a mais cliché e piegas frase de auto ajuda: é a pura verdade. Eu preciso deixar livre, sempre, quem eu amo, para que ele decida se o que sente é suficiente para voltar.
Isso tudo tem permanecido na minha mente como uma turbina nas últimas semanas e vem serenando nos últimos dias. É um processo que, por mais que seja doloroso, me mostrará o caminho do Amor, seja ele este ou outro, já que não me permitirei mais cortar o mal pela raiz, mas sim deixá-lo crescer, tentar transformá-lo em algo bom, para que assim dê frutos e eu saiba, de uma vez por todas, qual é o sabor por deixar um amor livre.
Carpe Diem
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Retrospectiva 2019: os 11 melhores momentos do ano + bônus
Faltam poucos dias para que este ano, que havia como prenúncio coisas ruins, acabe. Acontece que, longe do que se imaginava, pelo menos para mim, foi um dos anos mais incríveis da minha vida, se não o melhor. Apesar de difícil, desafiador e repleto de perdas, também conquistei vitórias e tive momentos inesquecíveis que pretendo imortalizar aqui. Por isso, transformei em 10 tópicos, por ordem cronológica e não de importância, pois não há como medir:
Tudo começou em pizza
Eu e Letícia, uma das minhas melhores amigas, decidimos passar a virada de 2018 para 2019 de um jeito diferente: comendo pizza. Sim. Desafiamos a máxima "tudo acaba em pizza", se bem que, se for parar pra pensar foi como 2018 acabou. Mas também foi como 2019 começou, e não houve melhor forma de iniciar este ciclo. Nada de loucuras, apenas um sofá confortável, TV, comida e uma das melhores companhias que eu poderia ter.
A libertação de um proletário
Na primeiras semanas de 2019 eu já estava saturado de um emprego na redação de um jornal. Me "promoveram" à editor, com uma responsabilidade imensa, um salário injusto e dois chefes sanidades questionáveis. Fevereiro eu fiz o que deveria ter feito: dei adeus ao emprego antes que eu desse adeus à minha saúde mental. Com ressalvas de que isso desencadeou consequências, claro, mas todos precisamos tomar decisões na vida.
A Gaymada
Ainda no primeiro trimestre do ano eu descobri que alguns amigos e conhecidos jogavam queimada todo sábado em uma quadra pública da cidade. Nos jogos eles acrescentavam um toque especial e chamavam de gaymada, algo que muito grupos tem feito pelo Brasil. Em Goiânia, este grupo cresceu de uma forma colossal, alcançando centenas de pessoas LGBTQI+ e alguns héteros. Este momento foi muito importante pra mim, pois, pela primeira vez eu me senti verdadeiramente incluído pela minha comunidade sem que baladas, bebidas, drogas ou sexo, pudessem estar envolvidas. Foi algo absolutamente espontâneo e saudável.
Erre Jota é mesmo linda
Finalmente, apesar de muitos pesares, eu pude conhecer o Rio de Janeiro. Comprei passagens a preços promocionais, só não me atentei que eram pela Avianca, que logo faliu e cancelou os voos. pedi reembolso, fui de ônibus e, ao lado do meu melhor amigo, Halwildson, conheci o que de bom aquela cidade poderia oferecer. Me entristeci pela quantidade de moradores de rua, e isso me fez um ser humano pior, por me sentir incapaz e, ao mesmo tempo, condescendente àquilo. Apesar disso, não serei hipócrita ao dizer que também fui feliz, pois também há coisas boas que vivi por lá durantes os dias de turista.
Visita a maior cidade do Brasil
Logo após deixar o Rio, fui à um bate-volta com minha irmã, Janine, visitar uma de nossas bisavós paternas em São Paulo capital. Aproveitamos para uma rápida visita ao Mercado Municipal e a Avenida Paulista. Apesar de ter sido rápido demais, foi marcante para mim, que conhecia a cidade, mas não estes lugares ainda, e também por poder ficar com minha bisa, que faleceu semanas depois.
Mudanças necessárias
Neste ano me mudei de apartamento duas vezes e, apesar de hiper cansativo, encaro como metáforas da vida. Mudanças são extremamente necessárias, mesmo quando achamos que não vamos conseguir, que não precisamos, ou que podemos aguentar o que estamos vivendo. Só que NÃO! Precisamos mudar sempre, pois sempre haverá algo melhor nos esperando. Mudanças também desencadeiam consequências... boas ou ruins, mas sempre necessárias!
O reencontro ao Amor
Não posso dizer que eu não penso no amor todos os dias. Semanalmente minha consciência me lembrava, mesmo depois de cinco anos solteiro, que eu deveria me apaixonar a qualquer momento. "Pare de pensar nisso, quando você não estiver procurando, vai acontecer...", os outros diziam. Mas eu não conseguia controlar. Então, desafiando o universo, a paixão aconteceu enquanto eu a procurava. Normand é tudo que eu pedi, e mais um pouco. Estou amando e me sinto amado como nunca.
Amigos unidos
Neste ano, em uma noite, eu pude reunir quase todos os meus melhores e meu amado. Foi algo surreal, pois mesmo sendo poucos estes amigos, nunca imaginei que poderia reuni-los de uma forma tão fácil como foi. Aquilo me fez tão feliz, que este precisava ser um dos momentos do ano, para mim. Hal, Letícia, Weena, respectivos namorados e Normand, obrigado por aquela noite!
A continuidade do meu sangue
Apesar de estar com data marcada para nascer só em 2020, foi neste ano que eu descobri que serei tio da bebê Athenam que cresce no ventre de minha irmã Karla. Eu vou ter um sobrinho e ver o ciclo da vida se formando tão perto, com alguém tão próximo, é algo lindo, que dispensa palavras por ser difícil de explicar quanto amor envolve. Que venha com saúde!
Sempre com minha mãe
Vale lembrar, e este não é um momento específico, mas a união de vários, dos momentos que passei com minha mãe. É importantíssimo que um filho possa priorizar isso, e me sinto feliz por ter tido vários desses momentos durante o ano, já que não moramos na mesma cidade. Por isso, peço por mais momentos assim em 2020.
A primeira roadtrip
Ensaiei diversas vezes, sempre havia algo atrapalhando os planos das roadtrips que eu programava para sentir, finalmente, o gosto de pegar a autoestrada dirigindo por aí. Mas finalmente aconteceu, e não poderia ter sido com companhia melhor do que a do namorado. Foi apenas uma degustação, por ter sido curta, mas pude perceber que aquilo precisa e vai se repetir em proporções maiores. Playlist, dois amantes, um carro na estrada e só, para chegar a inúmeros destinos.
Bônus - Floripa
Não é uma roadtrip, mas é uma viagem programada, novamente com o namorado. É bônus por que não aconteceu ainda. E tudo bem, ouvimos aquele papo de criar expectativas, mas qual o problema? Se você não está preparado pra lidar com as consequências de coisas que não saíram como o planejado, continue na terapia. Eu não vejo problemas em criar expectativas, porque na maioria das vezes elas são superadas. As vezes não, mas vida que segue. Pra esta viagem a expectativa é boa e acredito que ela se torne mais um dos melhores momentos de 2019.
Carpe Diem
Tudo começou em pizza
Eu e Letícia, uma das minhas melhores amigas, decidimos passar a virada de 2018 para 2019 de um jeito diferente: comendo pizza. Sim. Desafiamos a máxima "tudo acaba em pizza", se bem que, se for parar pra pensar foi como 2018 acabou. Mas também foi como 2019 começou, e não houve melhor forma de iniciar este ciclo. Nada de loucuras, apenas um sofá confortável, TV, comida e uma das melhores companhias que eu poderia ter.
A libertação de um proletário
Na primeiras semanas de 2019 eu já estava saturado de um emprego na redação de um jornal. Me "promoveram" à editor, com uma responsabilidade imensa, um salário injusto e dois chefes sanidades questionáveis. Fevereiro eu fiz o que deveria ter feito: dei adeus ao emprego antes que eu desse adeus à minha saúde mental. Com ressalvas de que isso desencadeou consequências, claro, mas todos precisamos tomar decisões na vida.
A Gaymada
Ainda no primeiro trimestre do ano eu descobri que alguns amigos e conhecidos jogavam queimada todo sábado em uma quadra pública da cidade. Nos jogos eles acrescentavam um toque especial e chamavam de gaymada, algo que muito grupos tem feito pelo Brasil. Em Goiânia, este grupo cresceu de uma forma colossal, alcançando centenas de pessoas LGBTQI+ e alguns héteros. Este momento foi muito importante pra mim, pois, pela primeira vez eu me senti verdadeiramente incluído pela minha comunidade sem que baladas, bebidas, drogas ou sexo, pudessem estar envolvidas. Foi algo absolutamente espontâneo e saudável.
Erre Jota é mesmo linda
Finalmente, apesar de muitos pesares, eu pude conhecer o Rio de Janeiro. Comprei passagens a preços promocionais, só não me atentei que eram pela Avianca, que logo faliu e cancelou os voos. pedi reembolso, fui de ônibus e, ao lado do meu melhor amigo, Halwildson, conheci o que de bom aquela cidade poderia oferecer. Me entristeci pela quantidade de moradores de rua, e isso me fez um ser humano pior, por me sentir incapaz e, ao mesmo tempo, condescendente àquilo. Apesar disso, não serei hipócrita ao dizer que também fui feliz, pois também há coisas boas que vivi por lá durantes os dias de turista.
Visita a maior cidade do Brasil
Logo após deixar o Rio, fui à um bate-volta com minha irmã, Janine, visitar uma de nossas bisavós paternas em São Paulo capital. Aproveitamos para uma rápida visita ao Mercado Municipal e a Avenida Paulista. Apesar de ter sido rápido demais, foi marcante para mim, que conhecia a cidade, mas não estes lugares ainda, e também por poder ficar com minha bisa, que faleceu semanas depois.
Mudanças necessárias
Neste ano me mudei de apartamento duas vezes e, apesar de hiper cansativo, encaro como metáforas da vida. Mudanças são extremamente necessárias, mesmo quando achamos que não vamos conseguir, que não precisamos, ou que podemos aguentar o que estamos vivendo. Só que NÃO! Precisamos mudar sempre, pois sempre haverá algo melhor nos esperando. Mudanças também desencadeiam consequências... boas ou ruins, mas sempre necessárias!
O reencontro ao Amor
Não posso dizer que eu não penso no amor todos os dias. Semanalmente minha consciência me lembrava, mesmo depois de cinco anos solteiro, que eu deveria me apaixonar a qualquer momento. "Pare de pensar nisso, quando você não estiver procurando, vai acontecer...", os outros diziam. Mas eu não conseguia controlar. Então, desafiando o universo, a paixão aconteceu enquanto eu a procurava. Normand é tudo que eu pedi, e mais um pouco. Estou amando e me sinto amado como nunca.
Amigos unidos
Neste ano, em uma noite, eu pude reunir quase todos os meus melhores e meu amado. Foi algo surreal, pois mesmo sendo poucos estes amigos, nunca imaginei que poderia reuni-los de uma forma tão fácil como foi. Aquilo me fez tão feliz, que este precisava ser um dos momentos do ano, para mim. Hal, Letícia, Weena, respectivos namorados e Normand, obrigado por aquela noite!
A continuidade do meu sangue
Apesar de estar com data marcada para nascer só em 2020, foi neste ano que eu descobri que serei tio da bebê Athenam que cresce no ventre de minha irmã Karla. Eu vou ter um sobrinho e ver o ciclo da vida se formando tão perto, com alguém tão próximo, é algo lindo, que dispensa palavras por ser difícil de explicar quanto amor envolve. Que venha com saúde!
Sempre com minha mãe
Vale lembrar, e este não é um momento específico, mas a união de vários, dos momentos que passei com minha mãe. É importantíssimo que um filho possa priorizar isso, e me sinto feliz por ter tido vários desses momentos durante o ano, já que não moramos na mesma cidade. Por isso, peço por mais momentos assim em 2020.
A primeira roadtrip
Ensaiei diversas vezes, sempre havia algo atrapalhando os planos das roadtrips que eu programava para sentir, finalmente, o gosto de pegar a autoestrada dirigindo por aí. Mas finalmente aconteceu, e não poderia ter sido com companhia melhor do que a do namorado. Foi apenas uma degustação, por ter sido curta, mas pude perceber que aquilo precisa e vai se repetir em proporções maiores. Playlist, dois amantes, um carro na estrada e só, para chegar a inúmeros destinos.
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Bônus - Floripa
Não é uma roadtrip, mas é uma viagem programada, novamente com o namorado. É bônus por que não aconteceu ainda. E tudo bem, ouvimos aquele papo de criar expectativas, mas qual o problema? Se você não está preparado pra lidar com as consequências de coisas que não saíram como o planejado, continue na terapia. Eu não vejo problemas em criar expectativas, porque na maioria das vezes elas são superadas. As vezes não, mas vida que segue. Pra esta viagem a expectativa é boa e acredito que ela se torne mais um dos melhores momentos de 2019.
Carpe Diem
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
100 dias com você
Eu sei que talvez você não saiba, mas hoje é o centésimo dia desde o nosso primeiro beijo. De lá pra cá não houve um só dia em que não nos falamos pelo menos um pouco. Destes dias, ainda, não há um sequer que não agradeço por você aparecer na minha vida.
Foram cento dias e, a cada um que se encerra, penso em como te quero mais. Cem, aliás, é pouco, muito pouco. Mas pra fazer valer os próximos cem, mil, milhões, que seja, eu preciso prometer, ao menos, que a grande maioria destes dias serão pra te fazer feliz.
Eu não costumo ser ligado a datas, por incrível que pareça, mas eu contei esses dias, sim, por que todo dia com você é um motivo pra comemorar. Então é isso, não vou me alongar dessas vez, por que já te dei 100 bilhetes com motivos pra te amar.
Amo você, meu amor!
Foram cento dias e, a cada um que se encerra, penso em como te quero mais. Cem, aliás, é pouco, muito pouco. Mas pra fazer valer os próximos cem, mil, milhões, que seja, eu preciso prometer, ao menos, que a grande maioria destes dias serão pra te fazer feliz.
Eu não costumo ser ligado a datas, por incrível que pareça, mas eu contei esses dias, sim, por que todo dia com você é um motivo pra comemorar. Então é isso, não vou me alongar dessas vez, por que já te dei 100 bilhetes com motivos pra te amar.
Amo você, meu amor!
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