Tenho sentido que tê sido tudo suficiente, sabe? Espero que isso seja mais amadurecimento do que comodismo.
Um relacionamento saudável (com discussões que enriquecem e fortalecem os laços), um emprego que pagar bem (forçado a ser CNPJ, mas felizmente com muitos cliente), uma família que não me torra (tem os suportáveis e insuportáveis e ninguém me incomoda), amigos incríveis (quase todos extremamente longe, mas no coração também) e uma vida, em geral, tranquila e pacífica (com trabalho constante de ser alguém melhor pra mim e pro mundo a cada dia).
O que me leva a crer que não estou no comodismo é não estar satifesito com muita coisa, o que não diz que, no balanço final, as coisas não estejam majoritariamente bem.
Minha inconstância no relacionamento, por exemplo, é lidar com minha impaciência, meus impulsos e mania de controle, alinhando o meu tempo ao do meu parceiro de forma que ninguém sinta que haja uma competição.
Já no emprego, a última coisa que penso é em ficar rico, e o mais importante já conquistei: poder trabalhar de casa ou de qualquer lugar recebendo o justo por isso. Meus desafios e objetivos são manter isso, de forma que nada que seja essencial, me falte.
Com os amigos e família é algo parecido, quem merece e faz questão, a construção é constante e eu sei que tenho com quem contar caso eu precise. Aqui também preciso sempre alinhar expectativas, por que nem sempre o que dou, é o que receberei.
Por fim, minha vida pessoal, quanto se trata de Eu X Eu, talvez seja o mais desafiador, obviamente. Tentar ser uma pessoa melhor para mim e o mundo envolve melhorar tudo que citei anteriormente e vai além, por que estamos falando da minha vida, a única que viverei, provavelmente.
Saldo final é esse mesmo: suficiência. Fico feliz com essa palavra... Por hora.