terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

35 é um número qualquer

35 é um número qualquer, não é tão atraente como 20 ou impactante como 60, mas, em anos, representa uma importante parcela da minha vida que pode ser considerada, inclusive, metade.

O lado bom é que não devemos definir nossa vida em tempo, mas em momentos. Então me recuso a dizer que já vivi metade de algo. Eu vivi inteiro, sempre que pude.

Só nos últimos cinco anos, por exemplo, eu sinto que vivi muito mais de uma década em experiências. É como eu sinto. E isso conta.

Então, espero do fundo do meu coração, enquanto ele suportar, que eu possa continuar vivendo muito no pouco que nos é dado (falo de tempo e recurso).

Eu acho que sou incapaz de ser diferente. Não sei se é o medo ou a consciência, só sei que ser assim me traz problemas, mas também soluções.

Talvez essa seja a felicitação mais sem graça que eu poderia me dar, mas tem um valor nisso: simplesmente sei que estou sentindo é passageiro, seja gostoso ou desconfortável, vai passar e comemorar minha 35ª volta ao sol, afinal não significa nada.

Ao menos é a forma como eu aprendi a lidar, para não sofrer com a falta.

Novamente, pode parecer indiferença, mas a pouca comemoração no dia de hoje, tem um peso imensurável.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O primeiro de 2026, não tão otimista

Apesar de eu não ter motivos pra reclamar e ter razões para comemorar e agradecer, eu também estou com pretextos para me sentir triste e angustiado. Não era assim que queria que fosse o primeiro texto do ano, mas cá estamos outra vez desovando emoções.

Importante começar escrevendo que eu já sei da importância de momentos como estes. Ainda assim, não é confortável e provavelmente nunca será.

Rodeado de dúvidas, incertezas e inseguranças, me sinto incapaz de identificar se sou valorizado como deveria, se ajo como precisaria e se tomo as decisões corretas.

É muito difícil colocar as coisas na balança, pois eu tenho meus pesos e medidas e o universo fora de mim tem outros. O pior é que são tão voláteis quanto o tempo.

Talvez eu precise, agora, ser ainda mais paciente. Preciso também ter menos medo e me importar menos com minhas previsões.

Pra falar a verdade eu mal consigo escrever o que estou sentindo. Está tudo meio confuso. Talvez seja o inferno astral já agindo.

Mas hoje eu vou me dar ao direito de apenas deixar fluir.