quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Desistir

Desistir nunca pareceu uma opção. Afinal, do que é que eu vou desistir, me fale?! De viver? Isso é suicídio, pelo amor de Deus. Desistir, desistir, desistir... Essa palavra só me faz pensar em quando meu pai dizia que "o resignado trabalha dobrado". Gente, desistir de um trabalho e, na pior das hipóteses, viver na rua, daria muito mais trabalho, é ou não é? Desistir de um título implica no trabalho dobrado! Desistir de alguém que você ama, te faz incompleto. Tudo isso a longo prazo.
Jamais irão me convencer de que desistir da menos trabalho do que persistir e resistir.

A cada segundo em que eu penso em desistir, e penso nisso todo dia, eu olho para trás e penso que seria tudo em vão. Todos os erros que cometi, todas vitórias que consegui, todas pessoas que motivei, cativei, conquistei, todo estudo, tempo e o pouco dinheiro investidos. Desistir para quê?!

Que fique claro, óbvio, que eu, quem escrevo aqui, não tenho mais crédito nenhum, nem com amores, nem com bancos, nada. Meus créditos acabaram. Não tenho fundos de garantia, pais que possam me bancar, nada. Sou eu por eu e eu mesmo. Então, a cada manhã, e eu agradeço muito por isso, acordo disposto a fazer com que o dia seja melhor que o anterior. Afinal, por mais ignorante que eu seja, eu sei bem quão livre sou dentro dessa prisão que é o sistema. 

E sei além de tudo, e muito mais, que dentro da minha cabeça, no meu corpo e minha alma, quem manda sou eu, quem sente sou eu. Sou feliz e triste, e sinto muito. Os dias estão mais difíceis do que nunca, ao mesmo tempo que melhores do que nunca, e desistir não parece uma opção!

domingo, 18 de setembro de 2016

Uma visão sobre uma visão

Eu penso que já desisti de entender o porquê de alguns sentimentos ou acontecimentos serem cíclicos, bons ou ruins, vem e vão. Admito que queria poder ter mais controle sobre isso. Ontem, por exemplo, eu estava fisicamente psicologicamente abalado, foram acontecimentos e escolhas ruins, um atrás do outro, que me fizeram sentir uma pessoa sem firmeza, desestruturada, mas como eu disse, coisas vem e vão.

Hoje, apesar de ainda estar me sentindo mal fisicamente, com dores e sensações ruins, psicologicamente parece que encontrei paz, não é nada anormal, essa paz eu encontro diversas vezes, quando estou bem comigo mesmo, quando me sinto valorizado, quando pensar positivo traz um esperança real de coisas boas. De qualquer modo, essa paz não tira da minha cabeça que existe algo de errado comigo, mas sei que é algo que posso consertar, é só aquela sensação de que não estar tudo 100%, e nem deve, agora.

Isso também passa.

Pelo menos eu sei que, independente de pra onde estes sentimentos e sensações estejam me levando, eu confio, eu estou totalmente confiante. Eu estou falando sério a respeito do meu destino, que não é nada mais nada menos, que a soma das minhas escolhas falhas e certas. Eu só não quero sofrer demais e continuar independente. No mais, continuo navegando sem direção e aportando, vez ou outra, onde manda o coração.

Carpe Diem

sábado, 10 de setembro de 2016

Equilíbrio

Talvez a palavra de todos os tempos seja o equilíbrio. Esta palavra, ou melhor, o significado que ela traz, revela tudo que precisamos. É necessário um equilíbrio ao lidar com as o que nos rodeia, desde necessidades fisiológicas como a alimentação, à coisas inexplicáveis, tais quais vem do nosso interior e nossas ações, o modo de agir, escolher.

É importante dar exemplos, mas não esquecer que isso pode ser uma verdade universal. O equilíbrio deve estar em tudo. Nada que traga pouco demais ou em exagero parece ser uma boa ideia. Os exemplos que se encaixam, que podem servir: É preciso que você se ponha no lugar das pessoas, seja empático, mas, ao mesmo tempo, não pode sequer pensar em compará-la a você.

Cada um possui o dom de escolhas diferentes, cada um tem seus próprios pesos e medidas e é isso que faz com que soframos as consequências de nossas ações, boas ou ruins. Não há muito o que falar sobre isso a não ser que seja pra escrever um livro, pois a palavra equilíbrio deveria ser levada em consideração para sempre dentro de nós.

"Tudo que tem um começo, tem um fim. Faça as pazes com isso e você ficará bem." - Buda

Tá vendo? Equilíbrio!

Carpe Diem

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Pássaro 'quebrado'

Clipped wings, I was a broken thing
Had a voice, had a voice but I could not sing
You'd worn me down
I struggled on the ground
So lost, the line had been crossed
Had a voice, had a voice but I could not talk
You held me down
I struggle to fly now

But there's a scream inside we all try to hide
We hold on so tight, we cannot deny
Eats us alive, oh it eats us alive
Yes, there's a scream inside we all try to hide
We hold on so tight, but I don't wanna die, no
I don't wanna die

And I don't care if I sing off key
I find myself in my melodies
I sing for love, I sing for me
I'll shout it out like a bird set free
No I don't care if I sing off key
I find myself in my melodies
I sing for love, I sing for me
I'll shout it out like a bird set free

Now I fly, hit the high notes
I have a voice, have a voice, hear me roar tonight
You held me down
But I fought back loud

I sing for love, I sing for me
I'll shout it out like a bird set free

SIA

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Física quântica e o dia de hoje

Chegou ao fim, o dia, o mês de agosto e o mandato da presidente eleita democraticamente, Dilma Roussef. É engraçado como este último fato chegou ao meus olhos: Eu passei um dia comum, agradável e envergonhadamente distraído de toda essa bagunça, fazendo tudo que precisava fazer em casa. Mas, após minha caminhada diária de fim de tarde, chego, olho a time line do meu Facebook, e quase todos meus 'amigos' lá estavam se manifestando contra o golpe.

A questão nisso, mais precisamente envolvendo a física quântica, é como este acontecimento pode se tornar assustador diante de uma visão ampliada, e medíocre se lembrar que independente de presidente, nossas escolhas diárias é que fazem a verdadeira mudança. É difícil tocar nesse assunto, o que faço aqui neste texto é tentar misturar o mais óbvio golpe com algo totalmente complexo que eu não faço ideia do que realmente é, apenas imagino.

Vamos lá, resumindo, o fato está ocorrendo por que está sendo observado, está sendo obviamente feito. Temos uma eleição que elegeu uma presidente pela maioridade dos votos, e um impeachment que aconteceu pela vontade e astúcia de 'representantes' do povo na capital do país. Não poderia ser mais claro. Mas o ponto, o grande ponto, é o que alguém que é a favor ou contra deste fato histórico pode fazer a partir de agora.

Não é mais um estado de superposição, agora trata-se da probabilidade ter sido destruída pela ignorância. Novamente, é difícil escrever sobre isso, pois me sinto tão ignorante quanto os milhões desinformados pelo que aconteceu hoje. Bem, o fato é que não dá pra fugir de que pensamentos e ações criaram esta realidade, e agora depende de nós sofrer ou não as consequências. Já aconteceu. É isso, e apenas isso.

Eu não posso falar pelos outros, apenas por mim, afinal eu só controlo meu corpo (minhas células, para quem entendeu um pouquinho o que eu quis dizer). Mas, de qualquer modo, é tudo energia, e tudo é muito maior do que imaginamos. É tudo baseado em como observamos, como fazemos, como pensamos e, principalmente, como agimos diante de tudo isso.

Talvez eu não esteja vivo quando isso fizer sentindo pra todos os sere humanos (O Golpe e a Física Quântica). Mas eu fico mais tranquilo, e não menos assustado, por ter uma noção, mesmo que micro, disto.

CARPE DIEM

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Strangers At Our Doors

“Numa flagrante violação da intenção e das promessas modernas de substituir as incertezas do destino por uma ordem coerente das coisas, sem ambiguidades, orientada por princípios morais de justiça e responsabilidade – assegurando assim uma correspondência estrita entre as aflições dos humanos e suas opções comportamentais –, os humanos hoje veem-se expostos a uma sociedade repleta de riscos, mas vazia de certezas e garantias. A primeira causa é a transcendental ‘individualização’, codinome dos que representam para a imaginada insistência da ‘sociedade’ em subsidiar a tarefa de resolver os problemas gerados pela incerteza existencial com recursos eminentemente inadequados exigidos dos próprios indivíduos. (...) Como Byung-Chul Han sugere, nossa ‘sociedade de desempenho’ se especializou numa mudança no campo da manufatura e no expurgo de ‘depressivos e desajustados’. Eles são simultaneamente vítimas e cúmplices do seu fracasso e da depressão que ao mesmo tempo é causa e consequência. (...) Com os poderes do alto lavando as mãos e rejeitando seu dever de tornar a vida das pessoas suportável, as incertezas da existência humana são privatizadas, a responsabilidade para enfrentá-las tem de ser arcada pelo frágil indivíduo, enquanto as opressões e calamidades existenciais são descartadas como tarefas tipo ‘faça você mesmo’ a serem executadas pelo indivíduo que padece. (...) Para o indivíduo que se vê abandonado e desalojado com a retirada do Estado, a ‘individualização’ pressagia uma nova precariedade da condição existencial: uma situação ruim que se torna cada vez pior.”

Mais claro pra hoje, ultimamente e, quem sabe, sempre, impossível!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Dor e febre

Uma frase incrível virou meme: "Manhãs são feitas para café e contemplação". E não é isso, e apenas isso, que eu faço quando acordo aos finais de semana? Ou quando preciso sair e prefiro sempre, sem sombra de dúvidas caminhar até o meu destino enquanto tenho meu 'café' em minhas mãos? É isso!

Sabe isso me faz pensar e refletir cada vez mais que eu preciso, definitivamente, ser menos urgente. Posso dizer que estou tentando... quer dizer, não, não posso. O objetivo é conseguir e não tentar. Eu preciso ser menos urgente, emergente e menos ansioso.

O medo, que eu nem tinha antes, de nada, agora tomou a forma mais abstrata que conheço. O de acabar, como ser humano de carne e osso sem ter as coisas que desejo. Mas é contra este medo que preciso lutar, e não correr como louco achando que vou conseguir tudo que quero.

Estou mais calmo hoje, mas ontem, depois das dores e febre, fiquei desesperado. Doente, de novo? Vai ficar tudo bem. É que as vezes você só quer ter alguém que fique quieto ao seu lado tomando 'café' e contemplando as manhãs.

Carpe Diem