quinta-feira, 30 de abril de 2015

We love you, Wee

Se eu pudesse voltar, apenas se (pra você saber), eu gostaria de mudar coisas de lugar. Mas se, qualquer coisa que eu fizesse, pudesse tirá-la de minha vida, eu não mudaria nada. Sofreria o mesmo tanto ou mais, passaria as pelejas e enfrentaria os problemas, os dias entediantes e as jornadas de trabalho seguidas das aulas exaustivas a noite, os dias mais tristes e os mais desastrosos. Apenas para ter sua companhia e você em meu coração.

Eu não deixaria você desaparecer jamais, se eu voltasse. Eu não voltaria, já disse. Você não sabe o quão incrível você é, digo isso pela intensidade do que escrevo, mas você sabe, sim! Cada palavra que você desenha no meu coração e no mundo, cada experiência que você compartilha comigo, tudo que faz para me fazer sentir especial, sem pedir nada em troca. Você merece mais do que este texto pode oferecer, saiba desde já.

Em uma das nossas primeiras conversas por MSN, que você nunca lembra, quando demorei a responder: 

Nathan Sampaio diz: Eu fui tirar a roupa do varal.
Weena e Thomaz diz: Ah, sim! Muito necessário!

E esse deve ter sido nosso primeiro diálogo, dos tantos, em que eu mostrava meu devaneio e irreverência com a vida, minha necessidade de explicar tudo por mais estranho que soasse. Como os neologismos, os desabafos mais tristes que geravam as risadas mais sinceras, as festas compartilhadas que íamos amando e odiando, a necessidade juvenil de fazer coisas que jovens idosos não fariam.

Mas é tudo sobre você, sobre como te conhecer me transformou e como eu transformei você. As vezes eu acho que eu tenho impacto direto sobre seu olhar não ser mais o 'olhar matador da Weena', desculpe, nunca tive medo de você, mas te admirei e admiro (risos). Também nunca fiz piada com seu nome, mas logo criamos um apelido. Minha mona. 

Entre esses devaneios, minha forma de te fazer sorrir, a forma como você pode ter mudado minha vida, eu acho que vale, e muito, um registro. Será esse, dessas vez, e deixo aqui minhas sinceras felicitações à uma amiga de verdade que sinto que estará sempre presente. Já fazem uns sete anos, e isso não é nada perto do que ainda está por vir.

Quero sua felicidade sempre, seu amor e o meu para você. Por que por mais incrível que pudesse ser meu texto, o que ainda falta muito, eu terminaria sempre clichê. Desejando que realize seus sonhos, que também são meus, e que viva plenamente bem com o que vier. Com paz e tudo mais!

Feliz aniversário 30/04

Carpe Diem

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Estranhamento

Fiquei pensando de modo anormal naqueles sete criminosos envolvidos em um sequestro que durou 32 dias aqui em Goiás. Até o momento em que cheguei na secretária de segurança pública da capital não havia me dado conta de como tudo aconteceria, não pensei no detalhes que presenciaria. Enquanto chegava ao meu destino, a fotógrafa e o motorista se mantiveram em silêncio, para minha sorte, por que isso é raro.

Enquanto esperava na sala de apresentação dos suspeitos e esperava, também, pelos delegados do caso, reparei em como os repórteres - de TV, sites, rádio e impresso - se conheciam bem e agiam, de certo modo, como companheiros do mesmo time. Nada contra, neste caso. Porém o que mais me tocou, por mais imbecil que seja, foram as risadas, as piadas, as conversas fúteis meio ao caos que se instalava na vida dos sete indivíduos apresentados pela polícia e pela presença dos mesmos.

Não quero, jamais, fazer o papel de pseudo defensor dos direitos humanos. Não me importa o que será feito com os suspeitos, se condenados ou não, nem me importa se estavam envolvidos diretamente ou foram vítimas de um sistema falho. Mas naquele momento, em que aqueles profissionais - jornalistas, policiais e assessores - se posicionavam, já cansados por aquela rotina que deve ser frequente, me senti incluído em um novo patamar de realidade.

Os suspeitos, sendo acusados pelo sequestro de um jovem, de cabeças baixas e com certeza pensando em como estariam fodidos dali pra frente. As risadas das autoridades presentes e o orgulho em terem capturado a maioria do envolvidos no crime. A ansiedade e satisfação da mídia em poder noticiar, informar o que tantas pessoas buscariam na TV, internet e jornais horas depois. Uma realidade que, provavelmente, me será constante.

Não estou assustado mais. Confesso que senti um medo, aquele que gosto, que tem gosto de coisa nova, de aventura. Eu espero mais dias como esse, que me proporcionem um sentimento diferente, um conhecimento maior sobre a humanidade. Mesmo que ela se apresente falha ou incerta, são as coisas que existem hoje, e pelas quais vivemos, querendo ou não. É como um trabalho social, uma responsabilidade social. Aquela que vai além das reclamações diárias e sem resolução. É uma ação que gera, de certo modo, uma reação. E talvez aí, nesse ponto, eu possa estar fazendo alguma diferença.

É basicamente isso, mudar o mundo a minha volta, aos poucos e primeiro, com as ferramentas que me foram dadas.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Algo que poucos sabem

"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco."

Memórias de Minhas Putas Tristes, de Gabriel Garcia Marquéz

Só discordo, parcialmente, deste amor descrito. Por que eu preciso da minha identidade clara, e não seguir apenas o trecho de um livro. O amor é um estado da alma, sim e, na minha opinião, levado como um signo por alguns. Amor é Amor, e o que eu desejo, o que eu sonho, são a minha forma de viver.

domingo, 26 de abril de 2015

Ainda sobre estrelas

Eu estava procurando por uma estrela, apenas olhando para o céu, e procurando por uma, nessa cidade. Queria orar, fazer um pedido, algo assim. Eu estou tendo uma fixação, um devaneio, sobreo que virá. A realidade: parece que está tudo bem demais. Mesmo assim caia uma lágrima, e brilhava uma estrela... 

Fome dói o estomago, mais eu quero tanto aquele futuro, que a dor é maior. Sei que sou uma bagunça que dificilmente alguém vai querer limpar, então terei que desistir ou viver com isso, por que minha mãos tremem e eu não estou disposto.

Nunca custou tanto esperar amar. Afinal, amor não é suficiente e aí o resto fica caro. Enlouqueci novamente hoje, escalando os céus, procurando a esperança. Quero ouvir um vou ficar, um irei lhe beijar. Eu quero amor no meu vácuo, aqui no peito. Mas só quando o meu amor próprio preencher completamente, para estar forrado e confortável.

Depois de orar, dei meia volta e matei a fome. Mas a dor que eu sinto, ainda me salvará.

Amarelo - novamente?

Minha cor favorita

Olhe para as estrelas
Olhe como elas brilham
E para tudo o que você faz
Sim, elas eram todas amarelas

Eu vim de longe
Eu descrevi uma canção
E todas as coisas que fiz
Foram chamadas de Amarelo

E era tudo amarelo
Eu atravessei o oceano [?]
Eu superei barreiras [!]
Que coisa a se fazer

Eu tracei uma linha
Eu tracei a linha por algo
E ela era toda amarela

É verdade
Olhe como elas brilham

(Yellow - Coldplay)

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Um dia o sonho acaba

Preciso admitir. Aqui e sempre. Você foi bom pra nós. Impecável em seus defeitos, pois através deles pude perceber o que de melhor você podia me oferecer. Nossa, você foi capaz de me convencer de tanta coisa, inclusive de que eu não sou tão ruim assim, lembra?!

Mas agora eu sei que, independente do que eu seja, mereço o que acho que mereço, inclusive alguém melhor pra mim. Nós estamos de acordo. Será que você sofreu ao abrir mão de mim?! Por que isso é uma das coisas que mais doem, digo por experiência própria.

Você é tão irritado e revoltado e, acredite, isso me ensinou a ser mais sereno. Eu que nunca fui tranquilo, sempre ansioso e desesperado, percebi que há paz interior, e que ela precisa ser diariamente conquistada.

Outra coisa assustadora, foi perceber que sua imaturidade me mostrou que o crescimento é tão essencial e invisível quanto qualquer fala no livro do Pequeno Príncipe. Eu me vejo em você, no passado. Eu agia assim, é como um carma. Mas esses anos em que eu vivi, e o ano com você, me ensinara muito sem ao menos me fazer percebido.

Juntos nós descobrimos que a confiança é algo complexo, e nós nos deixamos, confiando um no outro mais que tudo. Mesmo sabendo que não vai dar mais certo. Confiando cada palavra, cada gesto, mesmo que não nos vejamos mais.

Sua teimosia me mostrou a semelhança que temos com a ignorância, quando agimos de tal forma. Veja bem, como se recusar a admitir os próprios erros?! É preciso evoluir, sempre, precisamos agir, lutar contra a imobilidade, afinal o mundo muda a cada minuto.

Eu não quero ser mais como ontem. Por mais duro que seja não olhar pra trás. Por mais que você tenha me ensinado. Por mais que você não tenha aprendido muito comigo. Por mais que eu saiba que eu mereço mais daqui pra frente.

O sonho se desfez. E quando eu digo que um dia ele acaba, eu estou usando o termo para definir o que, na verdade, nunca existiu. E quando eu não estiver mais sob efeito disso que me faz pensar que só existe você, eu vou começar a por em prática o que já devia ter começado há muito tempo:

Aproveitar o dia!



sábado, 18 de abril de 2015

Ausência

'Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.'

Vinícius de Moraes

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Colecionador

Colecionando novos momentos, novas risadas, novas experiências e outras coisas para futuras novas memórias. É assim que me sinto hoje, manhã de uma segunda qualquer de 2015. Minha matéria estampa a capa do jornal, isso não é algo tão excepcional, mas pra mim faz toda a diferença, assim como os últimos dias, o último final de semana, e cada hora que virá a partir de agora.

Me regrando a não alimentar a solidão, muito menos as lembranças do recente, me obrigo a ouvir apenas musicas animadas, e funciona. Seguindo sugestões e orientações de amigos e familiares, me permito viver sem medo de julgamentos, e fazendo o que eu quero, por que eu posso e não sou obrigado a nada.

A partir de agora, e a partir de cada santo dia, a busca pelo amor continua, mas dessa vez, como tantas outras vezes ditas: O amor próprio deve permanecer em pé, orgulhoso e auto sustentável. Auto sustentável como tudo deve ser, mesmo depois de tanta destruição.

Estradas, caminhos, passos, sozinho. Como tudo começa e como tudo termina. Novos recomeços e novos tropeços. Não digo nada de surpreendente, mas mesmo assim é difícil admitir. Uma coisa de cada vez, eu consigo, eu sou foda!