terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

35 é um número qualquer

35 é um número qualquer, não é tão atraente como 20 ou impactante como 60, mas, em anos, representa uma importante parcela da minha vida que pode ser considerada, inclusive, metade.

O lado bom é que não devemos definir nossa vida em tempo, mas em momentos. Então me recuso a dizer que já vivi metade de algo. Eu vivi inteiro, sempre que pude.

Só nos últimos cinco anos, por exemplo, eu sinto que vivi muito mais de uma década em experiências. É como eu sinto. E isso conta.

Então, espero do fundo do meu coração, enquanto ele suportar, que eu possa continuar vivendo muito no pouco que nos é dado (falo de tempo e recurso).

Eu acho que sou incapaz de ser diferente. Não sei se é o medo ou a consciência, só sei que ser assim me traz problemas, mas também soluções.

Talvez essa seja a felicitação mais sem graça que eu poderia me dar, mas tem um valor nisso: simplesmente sei que estou sentindo é passageiro, seja gostoso ou desconfortável, vai passar e comemorar minha 35ª volta ao sol, afinal não significa nada.

Ao menos é a forma como eu aprendi a lidar, para não sofrer com a falta.

Novamente, pode parecer indiferença, mas a pouca comemoração no dia de hoje, tem um peso imensurável.

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